SVB fala no programa Todo Seu – TV Gazeta sobre o crescimento do vegetarianismo

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Na última terça-feira (15), o crescimento do vegetarianismo foi destaque no programa Todo Seu, da emissora TV Gazeta. O presidente da Sociedade Vegetariana Brasileira (conheça aqui), Ricardo Laurino, e a gerente da campanha “Segunda Sem Carne” (saiba mais aqui), Mônica Buava, foram os convidados para falar sobre o assunto.

Em 2018, uma pesquisa do IBGE revelou que 14% dos brasileiros se declaram vegetarianos (veja mais aqui), um crescimento de 75% em relação ao último levantamento, publicado em 2012. Com uma expansão tão significativa, o vegetarianismo está cada vez mais atraindo a atenção das pessoas, que desejam saber mais sobre o movimento.

Crescimento do vegetarianismo: o que é e como começou

O presidente da SVB, Ricardo Laurino, explicou que o vegetarianismo traz a ideia de uma alimentação à base de vegetais. Ele conta que, conforme o movimento foi se expandindo, surgiram diversas vertentes, como o ovolactovegetarianismo (que exclui a carne, mas não os ovos e o leite), o lactovegetarianismo (que elimina a carne e os ovos) e o vegetarianismo estrito, que restringe carne, leite e seus derivados, ovos e mel.

Mônica Buava acrescentou que o veganismo vai além da alimentação, se estendendo ao modo de vida das pessoas adeptas. O vegano não consome nada que seja de origem animal, seja na alimentação, no vestuário, em cosméticos, entre outros. Lembramos, ainda, que veganos não compram produtos que foram testados em animais.

Eles relataram que o veganismo surgiu na década de 1940, pela Vegan Society (conheça aqui). O veganismo foi definido pela organização como um modo de vida que procura excluir, na medida do possível e praticável, todas as formas de exploração e crueldade de animais para alimentação, vestuário ou qualquer outro propósito (veja mais aqui).

Crescimento do vegetarianismo: custos financeiros e prevenção de doenças

A questão financeira do vegetarianismo também foi discutida no programa. Mônica Buava esclareceu que não é preciso ter muito poder aquisitivo para aderir à uma dieta vegetariana. “Se colocar na balança quanto é o quilo da carne e do feijão, você vai ter o nutriente vegetal muito mais barato do que a proteína animal”, argumenta.

Ricardo Laurino exemplifica que, se a pessoa for em um restaurante por quilo e escolher se alimentar somente de alimentos sem ingredientes de origem animal, o custo do prato pode ser até mesmo 90% mais barato. “Faça uma experiência. Entre em um restaurante tradicional por quilo e exclua a carne, o queijo. Se você entrar lá e pedir desconto por isso, eles vão te dar 90% de desconto”, comenta.

A diminuição do risco de contrair doenças também foi pauta. De acordo com Mônica Buava, aderir à uma dieta vegetariana estrita ajuda na prevenção de algumas complicações. “Existem vários estudos que mostram que a alimentação baseada em vegetais traz fatores preventivos a várias doenças. Até mesmo reduz complicações como colesterol alto, diabetes etc. É uma alimentação que prioriza produtos in natura. Nossa coordenadora do departamento de nutrição costuma dizer muito que o veqanismo se resolve na feira. Você não precisa do produto industrializado para virar vegano”, pontua.

Crescimento do veganismo: a campanha Segunda Sem Carne

A gerente da campanha Segunda Sem Carne, Mônica Buava, declarou aos espectadores o quanto o movimento está se expandindo no Brasil. “Em 2018, foram 67 milhões de refeições, com a ajuda de parceiros, que são escolas municipais e estaduais de São Paulo, e alguns restaurantes do programa Bom Prato, que fazem ao menos uma vez por semana a substituição”, conta.

Conforme Mônica Buava, a campanha também impacta o meio ambiente. “Além da saúde, o impacto ambiental é gigantesco. A Segunda Sem Carne entra como uma ferramenta para as ODS, que são os objetivos de desenvolvimento sustentável da ONU (Organização das Nações Unidas), fortemente.

A campanha surgiu em 2003 nos Estados Unidos, com o propósito de incentivar as pessoas a substituir, ao menos uma vez na semana, a proteína animal pela vegetal. Hoje, o movimento está presente em mais de 40 países, incluindo o Brasil.

Confira a entrevista completa a seguir:

*Fonte e imagem: Todo Seu



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