Uso de animais em testes: quais alternativas existem?

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Com o avanço da tecnologia, fica cada vez mais evidente que muitas experiências podem ser feitas sem o uso de animais. Atualmente, existem alternativas eficazes e que não precisam explorar vidas inocentes. Confira a seguir alguns desses métodos.

*Por Elise Hiddinga

Felizmente, nos últimos anos, novas tecnologias foram desenvolvidas para substituir os testes em animais.

Uso de animais em testes: desenvolvimento de células

Muitas experiências agora podem ser feitas sem o uso de animais, simplesmente cultivando as células necessárias. Com as células-tronco, é possível cultivar tecidos de diferentes partes do corpo de humanos.

Com este método, um rim ou um coração podem ser cultivados, assim como um pedaço de tecido da pele. Desta forma, é possível testar se um determinado medicamento é venenoso para os rins, por exemplo.

Ao conseguir desenvolver pele ou tecido da córnea, podemos testar como a derme ou olhos reagem a um determinado produto. Esses testes são mais confiáveis do que testes de toxicidade em animais, porque eles têm uma pele diferente da dos humanos.

Especialmente o crescimento do tecido humano tem muitas vantagens, pois aumenta a confiabilidade dos resultados da pesquisa. Infelizmente, células e tecidos cultivados em laboratório ainda não são muito usados porque não estão disponíveis em grande escala.

O tecido da pele é muitas vezes cultivado usando células de pedaços de pele que os médicos removem, por exemplo, em cirurgia plástica. Somente com permissão e cooperação do médico e do paciente, esse tecido pode ser usado para produzir tecidos e substituir os testes em animais.

Uso de animais em testes: pesquisa em humanos

Devido às novas tecnologias, é cada vez mais possível realizar experimentos com seres humanos. Por exemplo, como agora temos avanços na realização de exames, é possível estudar órgãos e atividades cerebrais em humanos. Dessa forma, não precisamos de animais para aprender mais sobre como o corpo humano funciona.

Além disso, os medicamentos também podem, às vezes, ser testados em seres humanos usando micro doses. Assim, a pessoa recebe uma dose extremamente pequena, o que significa que o medicamento não terá qualquer efeito sobre o corpo e a reação em células individuais pode ser observada.

Uso de animais em testes: chips

Hoje em dia também existem novas tecnologias, como os chips. Nestes materiais existem células diferentes que são conectadas umas às outras através de minúsculos fios e podem trocar substâncias e sinais.

Desta forma, a troca e cooperação entre células e sua reação em determinados produtos podem ser testadas. Há, por exemplo, um chip que pode verificar o efeito da medicina em rins.

De certa forma, esses chips são um tipo de laboratório em miniatura, no qual tudo acontece dentro deste equipamento, e onde versões em miniatura de tecidos e órgãos podem ser feitas e usadas com segurança para testes.

No futuro, espera-se que seja possível imitar todo um corpo humano em um chip. Essa tecnologia já está sendo usada, e oferece perspectivas promissoras que podem substituir ainda mais experimentos em animais. Outra vantagem desta técnica é que células humanas são usadas, o que aumenta a confiabilidade dos resultados.

Uso de animais em testes: sistemas de dados inteligentes e bancos de dados

Há um número crescente de bancos de dados nos quais informações sobre o corpo humano e doenças são armazenadas. Com sistemas de dados inteligentes, esses arquivos de pesquisas anteriores podem ser usados para novas pesquisas.

Além disso, também há muito progresso nas simulações de computador que podem fazer previsões. Combinando informações de diferentes fontes, modelos podem ser feitos.

É importante incentivar alternativas. Não apenas pesquisando diferentes opções, mas também usando as que já temos o máximo possível. Para fazer isso, é fundamental convencer os pesquisadores que, muitas vezes, passaram a maior parte de sua carreira fazendo testes em animais, que, em vez disso, é necessário trabalhar com alternativas e incentivá-los a adotar essa mudança.

Elise Hiddinga é produtora de conteúdo especializada em veganismo e assuntos relacionados a direitos animais e sociais

*Fonte: The Green Vegans

*Imagem: divulgação

Obs.: o conteúdo deste material é de responsabilidade do autor.

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