A verdade sobre testes em animais na indústria de cosméticos

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Muitas pessoas ignoram ou sabem pouco sobre os testes em animais realizados por diversas empresas na indústria de cosméticos. Os experimentos são semelhantes a torturas e deixam os seres sencientes extremamente debilitados ou mortos. Após anos de crueldade, algumas marcas estão buscando alternativas, assim como há entidades que disponibilizam informações à sociedade, com o objetivo de frear esse quadro cruel.

* Por Aoife Cunningham para a Image

A PETA estima que 100 milhões de animais morrem em laboratórios todos os anos, devido a participações em testes científicos (veja aqui). Estes experimentos não estão limitados a uma espécie. Cães, gatos, peixes, roedores e macacos são submetidos diariamente a métodos torturantes, frequentemente levando à morte prematura.

Um desses métodos envolve uma substância sendo esfregada na pele raspada e produtos químicos nos olhos (sem alívio da dor), a fim de testar a irritação da pele e monitorar os efeitos colaterais de um ingrediente específico.

Outros testes incluem a alimentação forçada repetida, a ingestão de bebidas e a inalação de substâncias. Enquanto outro envolve mutação genética deliberada durante a reprodução, para examinar defeitos de nascimento e muito mais.

Há um equívoco de que os cosméticos são os únicos produtos testados em animais. Na realidade, a questão vai muito além dos itens de maquiagem. Produtos de limpeza, shampoos, géis de banho, pastas de dentes – para quase tudo há um animal sendo testado para isso.

Quando eles não são mais úteis para a indústria, são mortos. Ao término dos experimentos, os animais são executados frequentemente por injeção letal, gaseamento ou decapitação. Alguns que escapam, não conseguem viver por muito tempo, devido às sequelas deixadas pelos testes.

Seus corpos são submetidos a mais experimentações, mesmo após a morte, provando que tais empresas consideram os animais de laboratório como mercadorias descartáveis. Muitos de vocês lendo isso têm animais de estimação. Pensem nisso por um minuto.

Testes em animais: a crueldade pode estar chegando perto do fim

Muitas marcas optaram por se posicionar contra os testes em animais. Isso significa que há uma grande variedade de produtos disponíveis para compra (e uso) sem culpa. Algumas celebridades, como Ricky Gervais e Kat von D, usam suas redes sociais para pedir aos consumidores que pensem duas vezes sobre as marcas nas quais investem.

Kat, uma conhecida ativista pelos direitos dos animais, apontou anteriormente que os consumidores têm uma escolha quando se trata da indústria de beleza. “Quando compramos produtos de uma empresa que testa em animais, estamos votando por crueldade e, assim, nenhum batom ou sombra vale a pena”, afirma.

Alternativas para testes em animais estão preparando o caminho para um futuro livre de crueldade. Esses métodos têm provado resultados mais realistas, dado que o corpo de um humano é diferente de um animal.

De acordo com a Cruelty Free International (saiba mais aqui), “quase todo tipo de célula humana e animal pode ser cultivada em laboratório”. Isso significa que as empresas podem escolher a compaixão, ao invés do sofrimento.

Mas, isso não para por aí. Células humanas foram usadas para criar pequenos dispositivos inovadores chamados ‘órgãos-em-chips’. Estes podem ser usados para estudar processos biológicos e de doenças, bem como o metabolismo de drogas. Se o uso desses métodos elimina o sofrimento e fornece precisão, precisamos questionar a ética das empresas que ainda optam por experimentar em animais.

Testes em animais: ainda há muito trabalho a ser feito

A indústria está, sem dúvida, dando passos positivos. No entanto, ainda há um longo caminho a percorrer. Grandes passos podem ser dados se os consumidores continuarem questionando as marcas. Além de buscarem mais informações sobre os produtos que compram.

Se você tem interesse em migrar para produtos sem crueldade, há muitas informações disponíveis ao seu alcance. Websites, incluindo Cruelty Free Kitty (conheça aqui e Cruelty Free International (acesse aqui), fornecem uma lista abrangente de marcas que são contra os testes em animais. O banco de dados é atualizado regularmente e você pode aprender mais sobre experimentos em animais e alternativas da PETA (visite aqui).

Aplicativos gratuitos, como o Bunny Free (veja aqui), podem ajudá-lo a aprender sobre várias marcas e produtos. Já o Cruelty Cutter (conheça aqui) permite que você digitalize códigos de barras para verificar o status de uma marca, solicitar mais informações e investigações, bem como oferecer resultados em tempo real.

Em uma época em que a informação transparente está disponível ao nosso alcance, podemos nós, como consumidores, realmente optar por fechar os olhos para o sofrimento animal por causa da vaidade?

Aoife Cunningham é produtora de conteúdo e escreve sobre ética animal para a revista Image, da Irlanda.

*Fonte: Por Aoife Cunningham para a Image

*Imagem: divulgação



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