Precisamos falar sobre a carne

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Neste artigo, Cristina Pirajá mostra como a carne é pura violência contra os animais não humanos, ameaça a saúde das pessoas e destrói o planeta. Um hábito nocivo e cruel que pode e deve ser mudado, mas cabe a cada um tomar uma decisão e fazer a sua parte. A construção de um mundo melhor e ético é responsabilidade de todos!

*Por Cristina Pirajá

Comer carne semeia a violência contra os animais não humanos e está destruindo o planeta. É um hábito alimentar bizarro, pois é a ingestão de cadáveres. Seus malefícios são inúmeros, tanto que a OMS divulgou que a carne causa câncer e Harvard desestimulou o seu consumo.

Veja a seguir algumas considerações sobre a carne:

É ANTIECOLÓGICO, pois as carcaças dos animais poluem a natureza, a produção da carne usa muita água e as pastagens para o gado causam desmatamento.

É CARO, sendo o alimento mais elitista que existe. Para se conseguir 1 kg de carne gastam-se 15-17 mil litros de água e 7 kg de vegetais. Enquanto milhões de pessoas passam fome na África, seus grãos são exportados para alimentar o gado de outros lugares. Metade da ração destinada aos bovinos resolveria o problema da fome no mundo.

É INSALUBRE, tendo a ciência associado o consumo de carne ao câncer de mama, intestino, pâncreas e próstata, além de aumentar a incidência de doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2 e transmitir enfermidades graves como neurocisticercose e doença da vaca louca.

É ANTIFISIOLÓGICO, pois nosso organismo tem evidências a favor de uma dieta vegetariana. Não temos garras para capturar nossas vítimas nem presas para mastigar sua carne, e nossos molares são achatados. Nosso fígado, órgão que neutraliza os venenos, é pequeno se comparado ao tamanho de nosso corpo. Nosso intestino é longo e com microvilosidades, que aumentam a absorção dos alimentos, enquanto o dos carnívoros é curto e liso, por isso o contato deles com as toxinas da carne dá-se por um breve período. Nossos ácidos estomacais são mais fracos, porque ácidos fortes não são necessários para digerir vegetais. Temos ptialina, enzima que digere os carboidratos assim que entram na boca, ausente nos carnívoros verdadeiros, pois esses não ingerem vegetais. E ao contrário deles não fabricamos a uricase, enzima que metaboliza o ácido úrico advindo das proteínas da carne, tendo que retirar cálcio dos ossos para eliminá-lo, causando osteoporose. Fora que os cristais formados no processo podem depositar-se nas articulações, originando a gota, e nos rins, gerando cálculos renais.

Consumo de carne: sofrimento imposto aos animais não fica impune

É ANTINATURAL, pois a carne morta provoca repugnância devido aos seus produtos de degradação, putrescina e cadaverina, responsáveis pelo odor nauseabundo dos defuntos. Aí o homem precisa maquiá-la para enganar seus sentidos, salgando, temperando e cozinhando. O carnívoro verdadeiro saliva ao farejar sangue e carne morta, e a come no seu estado natural.

É DESNECESSÁRIO, pois a terra é pródiga e nos dá diversas opções de alimentos.

É CRUEL, pois mata um ser que sente dor, sangra e chora até chegar ao prato de quem o devora.

É COVARDE, pois o homem não come as feras, só os animais dóceis e indefesos.

É INJUSTO, pois tira do animal a vida em prol de um simples prazer sensorial.

Infelizmente a cegueira espiritual faz com que as pessoas não se apercebam desses fatos. E a esquizofrenia moral faz com que achem certo amar uns animais e alimentar-se de outros, numa ética que tem dois pesos e duas medidas. Só que o universo é pura física, e o sofrimento imposto aos animais não fica impune. “A cada um segundo suas obras”.

*Fonte: Cristina Pirajá

*Imagem: divulgação

Obs.: o conteúdo deste artigo é de responsabilidade do autor.

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