Onças-pintadas estão sendo brutalmente mortas por motivos absurdos

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Um massacre contra onças-pintadas está ocorrendo no Suriname, na América do Sul.  Caçadores estão atrás dos animais, cometendo assassinatos cruéis e expondo as criaturas a situações extremamente dolorosas. De acordo com a World Animal Protection, os restos mortais dos bichos são usados para fins medicinais duvidosos e elevação de status social de milionários.

*Por Estelle Rayburn para o One Green Planet

No pequeno país sul-americano do Suriname, a onça-pintada é considerada uma espécie ameaçada, com necessidade crucial de proteção. Lá, é ilegal mirar ou caçar os grandes felinos. No entanto, como revelou uma investigação realizada pela World Animal Protection (conheça aqui), onças-pintadas estão sendo abatidas no país, para uso em remédios asiáticos tradicionais. Depois, são enviadas para a China.

Imagens perturbadoras coletadas pela equipe da World Animal Protection mostram como os jaguares são vítimas deste comércio cruel no Suriname, sendo perseguidos pela floresta e atingidos, até que eles caiam mortos. Para conferir as imagens fortes, clique aqui.

Na maioria dos casos, vários tiros são disparados para matar os jaguares. Isso indica que as criaturas inocentes experimentam um sofrimento inimaginável antes de dar seu último suspiro. Uma vez que eles não estão mais vivos, seus corpos são amarrados e pendurados em varas.

Em seguida, são cozidos em banheiras por até uma semana, até que se transformem numa pasta semelhante a uma cola.

Morte de onças-pintadas: o que está causando a caça sangrenta

O produto gerado é exportado ilegalmente para a China, onde é vendido no mercado negro. Apesar de uma profunda falta de embasamento científico, acredita-se que a pasta trate a dor da artrite, melhore o desempenho sexual e a saúde em geral. Ela é amplamente usada, embora alternativas comprovadas sejam fáceis de encontrar.

Infelizmente, essa não é a única maneira pela qual as onças-pintadas estão sendo exploradas no Suriname. A investigação da World Animal Protection também descobriu evidências de que filhotes de onça-pintada foram roubados da natureza e vendidos. Os compradores são empresários ricos, que os mantêm como símbolo de status e não têm ideia de como cuidar adequadamente deles.

De acordo com testemunhas, esses jaguares jovens são confinados em gaiolas e recebem alimentação inadequada. E, uma vez que eles superam essas prisões de metal, os animais são comumente mortos por sua carne, que é prontamente consumida pela população chinesa no Suriname.

Como declarou o assessor de investigações da World Animal Protection, Nicholas Bruschi, em um comunicado à imprensa, “esta investigação descobriu um comércio clandestino, que explora um animal icônico das florestas tropicais da América do Sul, de maneira bárbara, para a medicina tradicional asiática”.

Ele continuou: “Os jaguares já enfrentam os desafios da destruição do habitat e dos conflitos com humanos. Eles, agora, são cruelmente e desnecessariamente assassinados, deixados para morrer em agonia. São notícias extremamente tristes para esses incríveis grandes felinos, que já estão perto da extinção. E, enquanto os filhotes de onça-pintada podem parecer muito fofos, eles ainda são animais selvagens e pertencem à natureza. Devemos dizer ‘não’ ao comércio ilegal de animais de estimação”.

Morte de onças-pintadas: como ajudar a evitar esse massacre

Com apenas 173.000 jaguares estimados para serem deixados em estado selvagem, esses grandes felinos estão, de fato, correndo sério risco de desaparecer definitivamente, se não tomarmos medidas para protegê-los de ameaças.

Se você gostaria de ajudar a World Animal Protection em sua luta para acabar com a caça brutal e preservar esta preciosa espécie, antes que seja tarde demais, por favor, considere fazer uma doação (clique aqui) para a organização.

Além disso, não se esqueça de informar a todos sobre essa questão importante. Precisamos de toda a ajuda que pudermos para aumentar a conscientização sobre a situação das onças.

*Fonte: One Green Planet

*Imagem: divulgação



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