Vírus e ação humana causam morte de golfinhos no litoral norte de SP

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O litoral norte de São Paulo vem registrando um grande número de mortes de golfinhos. Segundo uma matéria do Portal G1, desde outubro do ano passado até janeiro já foram contabilizadas 53 vítimas, todas da espécie boto cinza.

Um vírus contagioso é o responsável por esse desastre ambiental. Exames apontaram que é o mesmo tipo que causou a morte de golfinhos no Rio de Janeiro anteriormente. Denominado morbilivírus, também já afetou animais nos Estados Unidos, Europa e Austrália.

De acordo com especialistas, uma tentativa de salvar os golfinhos é tornar o ambiente em que vivem mais saudável, suspendendo a dragagem em porto e o turismo de observação de botos. Qualquer atividade que perturbe de alguma forma o ambiente marinho, pode causar algum estresse para as populações de peixes. Outra alternativa é criar uma unidade de conservação marinha.

Veja mais informações e a matéria completa do G1 aqui.

Atividades humanas desencadeiam a morte de golfinhos e outras espécies

Algumas atividades voltadas para o interesse de indústrias podem ser fatais para a vida desses animais, como o procedimento de dragagem e a pesca industrial.

O processo de dragagem consiste na retirada de sedimentos, escavação e derrocamento (extração de rochas) do leito e das encostas de mares, rios, lagoas e canais. E isso é extremamente prejudicial aos mares e às vidas que o habitam. Esse processo interfere no fluxo natural da água, pois aumenta a intensidade de energia das ondas e potencializa os efeitos da ressaca.

Já a pesca, principalmente a industrial, é uma das atividades de maior risco para a vida dos golfinhos. O fato de ser um mamífero faz com que ele tenha a necessidade de subir à superfície para respirar o oxigênio. No entanto, se estiverem próximos às regiões onde acontece essa prática, eles podem ficar presos nas redes e morrerem afogados.

Fora essas interferências do ser humano na vida dos golfinhos e demais animais marinhos, a falta de alimento, poluição e outros fatores causam sofrimento e diminuem a imunidade deles, de acordo com o oceanógrafo Hugo Gallo, citado na matéria.

Sobre o vírus que se espalha pelo litoral norte de São Paulo, o problema pode se tornar ainda maior se isso atingir toda a espécie que vive na costa brasileira.

*Fontes: G1 / Rio NotíciasG1

*Imagem: Pixabay



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