Maratonista percorre do Brasil ao Chile para mostrar como a dieta vegana é saudável

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Matías Anguita é um supermaratonista chileno que segue a dieta vegana. Neste ano, ele decidiu chamar atenção para um problema grave de seu país: a obesidade infantil. Em agosto percorreu correndo um trajeto entre o Brasil e o Chile, com o propósito de mostrar que é possível ser saudável com uma alimentação livre de carne e sem produtos de origem animal.

Matías segue uma dieta totalmente natural, na qual consome muitos legumes, verduras e frutas. No entanto, nem sempre foi assim. O chileno relatou para o jornalista William Skewes-Cox, do Pousta, que chegou a pesar 100 kg, comia muita carne e fumava até três maços de cigarro por dia.

Há mais de um ano o supermaratonista adotou hábitos alimentares veganos. Ele já conhecia alguns atletas que cortaram a carne da alimentação e decidiu que teria uma vida mais saudável também. Fez um curso para entender melhor sobre o assunto e, desde então, tem visto resultados maravilhosos.

A transformação no corpo após a dieta vegana e a preocupação com os animais

Ao contrário do que muitos podem pensar, Matías garante que seu rendimento atlético não diminuiu. Ser vegano o ajuda a se recuperar melhor de suas corridas, pois ele percebeu que agora tem mais energia.

Matías segue a dieta vegana para melhorar sua saúde, mas também olha pelo lado da causa animal. No Chile, o consumo de carne é uma cultura muito forte na sociedade, o que resulta na morte de centenas de animais diariamente.

No entanto, ele acredita que outras atividades que envolvem crueldade animal também devem acabar, como o rodeio, tourada, circo, etc.

Planos futuros incluem o meio ambiente

Neste ano, o trajeto entre o Rio de Janeiro e Santiago foi para chamar a atenção para o problema da obesidade infantil em seu país. Para 2018, seu objetivo é correr pelos sete principais rios do Chile.

A intenção desta corrida é mostrar o ciclo da água e a importância dela para o ecossistema. “Estamos muito distantes da natureza e dos recursos naturais. Nós temos que ficar de olho neles porque eles vão acabar”, disse Matías. Em seu trajeto, deseja correr também entre alguns vulcões.

*Fonte e imagens: Pousta



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