Jornal Nacional destaca crescimento da indústria de calçados veganos

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Na última quinta-feira (26), o crescimento da indústria de calçados veganos foi destaque no Jornal Nacional, da Rede Globo. A reportagem apresentou como duas empresas de Franca, no interior de São Paulo, estão aumentando suas produções e expandindo as vendas.

A cidade é conhecida por sua tradição em produzir sapatos de couro e as marcas apresentadas na matéria resolveram ir contra essa tendência. De acordo com o jornal, uma das empresas exibidas cresce quase 100% ao ano. Há cinco anos, quando foi criada, produzia 100 pares de sapatos. Hoje, fabrica 1500.

A maior parte de sua produção é exportada para 11 países da Europa, para a Austrália e Estados Unidos. Porém, o público que mais mostra crescimento é o brasileiro.

Segundo o dono da fábrica, Gabriel Silva, enquanto o mercado exterior já conhece há anos os calçados veganos, o Brasil está descobrindo agora esse tipo de produto. “No exterior, o mercado já é mais maduro. Já existe há mais anos do que no Brasil. Aqui, apesar da gente ter milhões de consumidores que se consideram veganos ou vegetarianos, o consumo de produtos secundários, como calçados, ainda é muito crescente”, pontua.

A matéria destacou outra empresa de Franca, mas que só vende para o Brasil. Os fabricantes produzem os calçados com materiais alternativos, como tecido vegetal, borracha de câmara de ar, lona de caminhoneiro, assim como uma malha feita de uma mistura de plástico e panos reciclados, provenientes de rejeitos de indústrias têxteis.

Conforme um dos sócios da marca, Rosemir Folhas, os calçados despertam a atenção não só de veganos, mas também de consumidores preocupados com a sustentabilidade. “Quem procura por essas mercadorias não é apenas o vegano, mas toda pessoa que tem preocupação com a origem do produto, de onde veio a matéria-prima, se é sustentável, se agride o meio ambiente”, conta.

Calçados veganos são sustentáveis e iguais aos convencionais

Os sapatos veganos são feitos de materiais reciclados e não levam couro, apenas um produto sintético que imita suas características. Tecidos naturais de algodão também são muito usados. As solas podem ser produzidas com borracha crua ou placas prensadas. As palmilhas conseguem ser fabricadas com espuma e cortiça.

Esses elementos, além de não terem origem animal, não exploram os seres sencientes em seu modo de produção, o que torna a mercadoria cruelty-free. Além dessas vantagens, também ficam iguais, em relação à estética e à qualidade, aos calçados convencionais.

Para a redatora vegetariana Gabriela Tumbiolo, os produtos não devem em nada aos tradicionais. “Sinceramente, não vejo diferença na qualidade nem na durabilidade dos produtos. Eu vejo distinção na procedência dos materiais. Hoje em dia, a gente encontra produtos maravilhosos no mercado e que não precisam ter origem animal”, declara.

Para conferir a reportagem na íntegra, clique aqui

*Fonte e imagem: Jornal Nacional



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