Pesquisadora baiana descobre substituto de agrotóxico em folhas de eucalipto

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Uma pesquisadora da Bahia descobriu que óleos existentes em folhas de eucalipto podem substituir agrotóxicos. O estudo faz parte do mestrado em Ciências Florestais de Cátia Liberino, na Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia – Uesb.

O objetivo da pesquisa era encontrar um substituto natural para evitar a proliferação de um fungo que ataca macadâmias, um tipo de árvore que vem sendo muito cultivada no Brasil.

A cientista Cátia Liberino retirou óleos essenciais e extratos vegetais de três espécies de eucalipto, uma planta que já apresenta um histórico no controle de doenças florestais.

O estudo conseguiu identificar fungicidas (que controlam totalmente o fungo na macadâmia) e fungistáticos (que amenizam o avanço do fungo).

O óleo essencial da espécie Corymbia citriodora apresentou uma maior eficiência em todos os testes, inibindo o crescimento do fungo.

A pesquisadora concluiu também que os extratos com uma ação menos efetiva também podem ajudar na redução dos fitopatógenos, organismos que causam doenças nas plantas e dificultam a produção de flores e frutos.

Substituto encontrado em folhas de eucalipto é acessível para pequenos produtores

Segundo o orientador da pesquisa, o professor Dalton Longue, a extração dos óleos essenciais do eucalipto pode ser realizada até mesmo por pequenos produtores, não somente por grandes empresas da área. As técnicas podem ser aplicadas tanto em viveiros como em campos.

A pesquisadora também ressalta a acessibilidade em adquirir esses materiais. “A facilidade de preparação [desses extratos]utilizando um processador mecânico e sua elevada biodegradabilidade no ambiente torna o processo/produto mais acessível. As folhas frescas em áreas de cultivo pós-colheita ou durante tratos culturais também podem ser aproveitadas para a produção, em média e grande escala, de extratos vegetais”, explica.

Para saber mais detalhes sobre a pesquisa, acesse aqui.

País enfrenta alta liberação de agrotóxicos

Em 2019, o Ministério da Agricultura liberou uma alta quantidade de agrotóxicos para serem usados no país. Até setembro, já foram autorizados para comercialização aproximadamente 300 defensores agrícolas. Isso representa um aumento de 30% em relação ao ano de 2018 (veja aqui).

O surgimento de extratos naturais que possam substituir os pesticidas é uma maneira que pesquisadores estão buscando para evitar o aumento dos agrotóxicos no Brasil.

*Fonte: Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia

*Imagem: divulgação

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