Febre amarela: o macaco não é o vilão

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*por assessoria de imprensa da Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo

Os recentes casos de febre amarela, detectados na zona norte da cidade de São Paulo, reacenderam a preocupação com a proliferação da doença. A febre amarela, tanto na forma silvestre quanto na urbana (que não ocorre no Brasil desde 1942), não é transmitida por macacos. A febre amarela silvestre é uma doença viral transmitida por mosquitos contaminados por vírus dos gêneros Sabethes e Haemagogus, e ocorrem em áreas de mata.

Os primatas são vítimas da doença, assim como os humanos, e não transmitem o vírus. Os macacos, na verdade, são considerados sentinelas no ciclo da febre amarela. Eles adoecem e/ou morrem quando infectados pelo vírus, indicando que a doença está circulando nas proximidades. Dessa forma, os órgãos de saúde podem agir imediatamente na prevenção da transmissão da doença para os humanos.

A febre amarela não é transmitida ao entrar em contato com uma pessoa infectada, uma vez que não é contagiosa.

Recomendações importantes

Diante do cenário atual, importante alguns esclarecimentos ao encontrar um macaco doente ou morto:

– Não mexa e não transporte o animal, porque há risco de contaminação por outras doenças (não pelo vírus da febre amarela);

– Entre em contato imediatamente com a Vigilância Epidemiológica Municipal (consulte o site da Prefeitura Municipal de sua cidade) ou o Grupo de Vigilância Epidemiológica (GVE).

No caso de encontrar um macaco vivo sadio:

– Não capture e não transporte;

– Não alimente;

– Não maltrate;

– Não mate.

É importante lembrar que agredir ou matar macacos é crime ambiental (Lei Federal nº 9.605/1998, artigo 29) e prejudica o trabalho de prevenção dos surtos de febre amarela.

Denuncie à Polícia Militar Ambiental SP, por meio dos seguintes contatos:

1- Aplicativo de “Denúncia Ambiente” (gratuito);

2- Site;

3- Unidade mais próxima da Polícia Militar Ambiental;

4- Disque 190, em casos de emergência.

Para os macacos, mantidos em cativeiro, a orientação é não solte, pois eles não conseguem sobreviver sozinhos. A soltura de animais silvestres é considerada crime ambiental previsto em lei (Lei Federal nº 9.605/1998, artigo 31). Além disso, a introdução de qualquer animal silvestre em áreas naturais ou urbanas, sem autorização prévia do órgão ambiental competente, pode ocasionar desequilíbrios ambientais.

Lembre-se, macacos mantidos em cativeiro podem adoecer por vários motivos. Nesse caso, procure um médico-veterinário. Cuide bem do animal.

Prevenção

A forma mais eficaz e segura para não pegar a febre amarela é a vacinação. Para quem vai entrar na mata ou caminhar nas suas bordas, além da vacina, é indicado o uso de camisas de manga longa e repelentes.

O governo do estado de São Paulo fechou por tempo indeterminado os parques estaduais Alberto Löfgren, conhecido como Horto Florestal, e da Cantareira, na capital paulista, por conta dos macacos encontrados mortos com o vírus da febre amarela.

Para mais informações sobre a doença, procure a Secretaria da Saúde.

*Fonte:

Assessoria de imprensa da Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo
Av. Prof. Frederico Hermann Jr. 345 – Alto de Pinheiros – São Paulo
Fone: (11) 3133-3194/ 3375/ 4075/ 3393/ 3373/ 4008
E-mail: sma.imprensa@gmail.com
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*Imagem: divulgação



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