Como os empreendedores veganos socialmente conscientes estão crescendo cada vez mais

0

Uma nova geração de empreendedores veganos está cada vez mais apoiando o trabalho de organizações não governamentais que lutam pelos direitos animais e por um mundo melhor. Investir em entidades de caridade é um gesto de retribuição para muitas dessas empresas, que enxergam nessas associações a mesma linha ideológica que moldam seus negócios.

*Por redação para o Plant Based News

Um número crescente de consumidores em todo o mundo está se tornando cada vez mais diligente quando se trata das empresas que estão por trás dos produtos que compram.

Esses compradores estão olhando além dos produtos que adquirem, descobrindo mais sobre as marcas que os criaram e o quanto elas contribuem com projetos sociais.

Em paralelo ao crescente interesse dos consumidores por empresas conscientes, uma nova geração de empreendedores veganos está olhando para além da linha dos negócios, optando por se concentrar em como beneficiar o planeta, nossos companheiros humanos e animais.

Novos empreendedores veganos: devolvendo boas ações

Uma parte importante de ser socialmente consciente é designar uma porcentagem dos lucros para boas causas. Vanita Bagri é fundadora e CEO da LaBante London (conheça aqui), uma marca com certificação vegana que produz bolsas de luxo e óculos de sol.

Ela disse: “10% de nossos lucros vão para a caridade, porque gostamos de promover uma cultura de doação. Contribuímos com organizações que promovem ideologias em que acreditamos, como a PETA, por exemplo. A entidade é uma organização ativista que trabalha em prol do bem-estar animal em todo o mundo”, explica Vanita Bagri.

“Então, nós devolvemos essa bondade a eles. Achamos que é importante apoiar essas instituições de caridade. Quando começamos a LaBante, nos tornamos uma marca vegana aprovada pela PETA, então temos uma afinidade com a caridade.”

Empreendedores veganos: ajudando animais

Vanita Bagri vê a retribuição como crucial para apoiar as causas em que ela acredita. “Mahatma Gandhi disse ‘seja a mudança que você quer ver no mundo’. Nós da LaBante London estamos tentando fazer nossa parte, retribuindo algum tipo de bem”, disse ela.

“Apoiar instituições de caridade animal ou humanitária é importante para nós. Ajudar entidades que nos ajudam a entender a importância do verdadeiro sucesso – que não é baseado em dinheiro. Também é essencial para nós apoiarmos a irmandade da autorrealização”, acrescenta.

Empreendedores veganos: o crescimento do negócio

Essa filosofia está em grande desacordo com muitos mantras de negócios tradicionais, que se concentram no crescimento e nos lucros – muitas vezes à custa da ética. Mas Vanita Bagri diz que doar dinheiro não é uma barreira quando se trata de construir um negócio.

“Doar faz você voltar às suas raízes e àquilo em que acredita”, explicou ela. “Eu acho que isso fortalece sua ética de trabalho e sua equipe, já que todos conhecem os valores da empresa e o que ela representa. Ajuda a atrair o tipo certo de gente para o negócio. As pessoas estão alinhadas com nossos valores e nos auxiliam a crescer mais rápido”, revela.

Empreendedores veganos: ato de equilíbrio

Doar não é a única maneira pela qual as empresas éticas estão ajudando causas sociais. Outras marcas emprestam suas plataformas para angariar fundos a organizações de caridade.

Damien Clarkson e Judy Nadel são co-fundadores da Vevolution (saiba mais aqui), uma organização focada em eventos que organiza festivais apresentando líderes de pensamento do mundo vegano.

De acordo com o casal fundador: “arrecadamos fundos para nossos eventos e conseguimos cerca de £ 2.000 para instituições de caridade, como Made In Hackney e HeartCure, em 2017. Pode ser difícil equilibrar a construção de um negócio bem-sucedido com a tentativa de retribuir a boas causas, mas sentimos que foi o único caminho a percorrer”, declaram.

Essas instituições de caridade escolhidas pelo casal fornecem serviços abrangentes de extensão dentro de suas comunidades locais. O Made In Hackney atua como uma cozinha comunitária, que ajuda escolas e uma grande variedade de pessoas da região de Hackney a acessar alimentos saudáveis à base de vegetais, e usá-los para preparar refeições nutritivas. A HeartCure é uma organização vegana, que defende animais e apoia ativistas.

Novos empreendedores veganos

Esse tipo de ação vincula-se à visão que esses novos empreendedores têm dos negócios sendo impulsionados pela consciência.

“Acho que houve uma grande mudança em relação ao modo como os Baby Boombers e a Geração X fizeram isso”, diz Bagri. “Agora, os Millennials e os nascidos na Geração Z estão mais sintonizados com o meio ambiente. Valores como ética e sustentabilidade são palavras reais. Eles estão tentando fazer o melhor para desfazer os danos das gerações anteriores.”

*Fonte: Plant Based News

*Imagem: Santuário Igualdad



Deixe seu comentário