Dia das Crianças: animal não é brinquedo

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No Dia das Crianças, comemorado em 12/10, pais, parentes e padrinhos costumam presenteá-las com bichinhos de estimação. Entretanto, animal não é brinquedo e, apesar da boa intenção, não deve ser oferecido sem plena consciência das responsabilidades que esta decisão envolve.

Não estamos dizendo que elas não devam conviver com animais de estimação, pelo contrário. Ter um bichinho ensina muitas coisas boas para as crianças, como senso de responsabilidade, companheirismo e até mesmo traz benefícios para a saúde. No entanto, é preciso saber se a família está preparada para criá-lo e que tipo de animal mais se adequa à rotina do lar.

Animal de estimação não é brinquedo para agradar uma criança. É uma vida tão importante quanto a de um ser humano. Ao optar por inserir um bichinho na família, é preciso lhe garantir cuidados e carinho, pois, assim como nós, sentem alegria, tristeza, dor, medo, ou seja, são sencientes.

Um problema das crianças é o fato delas enjoarem rapidamente de suas coisas. E, em muitos casos, isso não é diferente com os animais de estimação. Elas podem ficar muito empolgadas com a ideia de ter um cachorro ou gato em casa. Mas, na primeira dificuldade, enjoam e desistem de cuidar do animal. Outro fator importante é que algumas crianças podem acabar machucando o animal. Ao ser agredido, ele pode revidar e também feri-la.

É preciso verificar se a família toda está disposta a cuidar do animal e ensinar a criança sobre essa responsabilidade. O bichinho será um novo membro da casa e vai precisar de: alimentação de qualidade, água fresca e sempre disponível, local para fazer suas necessidades, passeios diários (no caso de cães), vacinas, vermífugo, anti-pulgas, banhos, consulta periódica ao médico veterinário ou quando apresentar algum problema de saúde, ambiente seguro (telado, no caso de gatos) e higienizado, alguém ou um local adequado para ficar com o animal quando a família viajar e não puder levá-lo, entre outros cuidados.

Animal não é brinquedo – Posse responsável

Devido ao número crescente de abandono de animais, alguns municípios brasileiros adotaram leis específicas sobre posse responsável. Essas leis definem as responsabilidades dos tutores de animais de estimação, para garantir que eles vivam em condições adequadas de espaço, alimentação, saúde, higiene e bem-estar. Se não seguirem estas leis, os responsáveis sofrerão punições.

Abandono e maus tratos a animais é crime. A denúncia de maus-tratos é legitimada pelo Artigo 32, da Lei Federal nº. 9.605 de 1998 (Lei de Crimes Ambientais), com pena de detenção que pode variar de três meses a um ano, além de multa.

O Artigo 164 do Código Penal também prevê o crime de abandono de animais para aqueles que introduzirem ou deixarem animais em propriedade alheia, sem consentimento de quem de direito, desde que o fato resulte prejuízo. A pena prevista é de detenção de 15 (quinze) dias a 6 (seis) meses, ou multa.

Apesar de leis e punições para quem abandona animais, infelizmente esse fato ainda é muito comum. Circunstâncias como quando crescem, ficam idosos, doentes, mudança e férias da família são alguns dos maiores motivos para as pessoas simplesmente “descartarem” os bichos de estimação das mais variadas e cruéis formas, até com eutanásia. Portanto, animal não deve ser dado de presente somente para agradar uma criança. É uma atitude que exige comprometimento com um ser que pode viver entre 15 ou 20 anos (há casos de gatos que viveram mais).

Adotar ao invés de comprar

Recomendamos que a família adote ao invés de comprar. O ideal é que se conheça o perfil do animal antes para que a adoção seja um sucesso e não haja devolução. Os abrigos estão lotados de animais disponíveis para adoção, com ou sem raça definida, e sabem informar o comportamento de cada um deles. Conheça alguns abrigos, protetores, ONG’s e outras Instituições que realizam adoção de animais aqui.

Considere adotar um animal já adulto, pois a personalidade já está formada, geralmente são mais calmos, muito carinhos e gratos pela oportunidade. Há ainda os deficientes, aqueles que precisam de cuidados diferenciados, entre outros.

Adotar é um ato de amor. Ao adotar, você salva uma vida e ela te salva. Reflita!

Fontes: Mamãe Prática / Cachorro Gato / Sustenta Habilidade

*Imagem: Pixabay



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