Qual a diferença entre comida natural e orgânica?

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Comida natural e orgânica: parecem iguais, mas possuem diferenças, de acordo com a nutricionista Carol Morais. Muita gente ainda se confunde na hora de escolher os alimentos. É preciso entender o que difere um do outro, para não ser enganado. Carol explica as características de um produto alimentício orgânico e de um natural. Confira!

*Por Carol Morais para o Fale com a Nutricionista

Muita gente pensa que não há diferença entre comida natural e orgânica. Mas, há sim, e muita! Quando abordamos comida orgânica, estamos falando de produtos manufaturados e que, desde o cultivo, seguem uma série de parâmetros que definem o que pode ser considerado um alimento orgânico.

A produção de alimentos orgânicos não utiliza agrotóxicos, transgênicos, pesticidas e fertilizantes sintéticos. Além de serem mais saudáveis para o nosso organismo, também ajudam a preservar os recursos naturais e a saúde de quem trabalha na agricultura.

Mas, é muito comum vermos por aí, em feiras e supermercados, ofertas de produtos ditos orgânicos, mas, que infelizmente, muitas vezes, não são. E podemos estar pagando mais e levando outro tipo de alimento. Sim, porque os produtos orgânicos, infelizmente, ainda são mais caros e acabam sendo um nicho de mercado.

Para ser devidamente comercializado como orgânico, os produtos devem ser certificados por uma certificadora credenciada pelo Ministério da Agricultura, que garante as normas e práticas de produção.

Já a comida natural, diz respeito a alimentos em seu estado mais natural possível, não alterados quimicamente ou sintetizados, ou seja, a comida natural é a comida não processada. Mas, a comida natural não é necessariamente orgânica, e vice-versa.

Por que escolher comida natural e orgânica?

Sabemos que a comida processada perde parte de seus nutrientes, propriedades e benefícios. Quando comemos comida natural e orgânica, estamos aproveitando tudo que o alimento tem de melhor, sem qualquer tipo de aditivo químico.

Sabemos que o Brasil é um dos países mais permissivos no que diz respeito ao uso de agrotóxicos no cultivo de alimentos. Muitos dos agrotóxicos já banidos há anos em países da União Europeia e Estados Unidos ainda são usados no Brasil. Por isso, optar pela comida natural, infelizmente, no nosso caso não é uma garantia de estar se alimentando de forma mais saudável. Temos ainda uma importante luta para travar.

É muito importante lavar bem os alimentos, mesmo os orgânicos. Higienizar com água normal, já ajuda a remover cerca de 70% a 80% de resíduos agrotóxicos da superfície das frutas e vegetais. No entanto, parte dos agrotóxicos pode ser absorvido pelos alimentos, permanecendo neles, mesmo se lavados.

Usar uma colher de bicarbonato por litro de água é uma boa solução para lavar vegetais. Deixar de molho por alguns minutos também ajuda. Há também quem indique uma mistura de vinagre branco e água (900ml de água + 100ml de vinagre branco) para deixar as frutas e verduras de molho por 15 minutos.

Escolher sempre alimentos da estação também é uma forma de evitar o excesso de agrotóxicos. Prefira também sempre produtos com certificação de origem, que de alguma forma demonstram algum comprometimento por parte dos produtores.

Carol Morais é nutricionista e especialista em fitoterapia e nutrição esportiva funcional. É autora do livro Projeto Verão para toda a Vida e realiza palestras e workshops sobre alimentação saudável.

Obs.: o conteúdo do artigo é de responsabilidade do autor.

*Fonte: Fale com a Nutricionista

*Imagem: divulgação



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