Lei que proíbe produção e comércio de foie gras é regulamentada em Florianópolis

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A lei que proíbe a produção e o comércio de foie gras em Florianópolis (SC) foi regulamentada na semana passada e o decreto publicado após a assinatura do prefeito da capital catarinense, Gean Loureiro.

*Com informações de Leonardo Gorges para o Diário Catarinense

As multas para quem produzir o produto podem chegar até R$ 500 mil. Já quem comercializar o prato terá que pagar até R$ 50 mil de multa. O valor pode subir para R$ 500 mil em caso de reincidência.

A partir de agora, a Vigilância Sanitária fiscalizará a venda do produto e poderá aplicar sanções aos estabelecimentos que descumprirem as novas regras. Caso haja reincidência, o local poderá ter sua autorização de funcionamento cancelada.

Lei que proíbe comércio de foie gras foi aprovada em 2015

O projeto de lei foi de autoria da vereadora Maria da Graça e foi aprovado pela Câmara Municipal de Florianópolis, em 2015, por unanimidade. Coube ao ex-prefeito, Cesar Souza Junior, sancionar a lei no ano seguinte.

A vereadora comemorou a regulamentação do projeto e comentou que a luta de muitos anos havia sido vencida. A parlamentar disse, ainda, que as multas pesadas foram colocadas para que “ninguém nem pense em se instalar aqui”.

Ainda segundo a vereadora haverá mais cobrança de fiscalização por parte da Vigilância Sanitária, para impedir que o produto seja vendido em supermercados e restaurantes da capital catarinense.

“As pessoas precisam saber que, o que estão comendo, é o fígado doente de um animal torturado”, disse Maria da Graça.

Produção de foie gras é crueldade com animais

O produto é feito a partir do fígado de patos, gansos ou marrecos alimentados à força. Os animais recebem ração várias vezes ao dia, de forma violenta, com tubos colocados nas gargantas. A indústria busca aumentar o fígado, que chega a ficar até 10 vezes maior do que o tamanho natural, provocando fortes dores e desconforto.

Para ler a notícia de Leonardo Gorges na íntegra clique aqui.

*Fonte: por Leonardo Gorges para o Diário Catarinense

*Imagem: divulgação



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