Anvisa aprova novas regras que mudam classificação dos agrotóxicos

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Na última terça-feira (23), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária-ANVISA aprovou o novo marco regulatório para avaliação e classificação dos agrotóxicos. A decisão permite a mudança da categorização desses produtos.

A agência vai adotar novos critérios para a classificação. Em vez de determinar o grau de toxicidade levando em conta os danos que os agrotóxicos podem provocar aos olhos ou pele, eles serão categorizados se trazem riscos de matar, caso sejam ingeridos, inalados ou entrem em contato com a derme.

Atualmente, os agrotóxicos são classificados como “extremamente tóxicos” se causam lesões que não são fatais. Com a mudança das regras, essa classificação só será usada em casos cujo contato seja mortal.

Os rótulos dos produtos passarão a ter 6 tipos de classificações: extremamente tóxico; altamente tóxico; moderadamente tóxico; pouco tóxico; improvável de causar dano agudo; não classificado (por não ter toxidade).

As empresas vão ter um ano para se adaptar às novas regras.

Mudança na classificação dos agrotóxicos: produtos extremamente tóxicos à saúde poderão receber classificações mais brandas

Com a aprovação do novo marco regulatório, agrotóxicos que antes eram classificados como extremamente tóxicos, poderão ter classificações mais brandas.

De acordo com a Anvisa, a alteração tem a possibilidade de diminuir o número de produtos categorizados como extremamente tóxicos de 800 para aproximadamente 300. A nova forma de classificação segue um padrão internacional, segundo o órgão.

Para o Greenpeace, a mudança afrouxará as regras de controle dos agrotóxicos. “A adesão a esse padrão internacional pode trazer muitos riscos para saúde da população e para o meio ambiente, porque ela vai abrir ainda mais brechas para novas aprovações de agrotóxicos e para produtos que podem ser muito tóxicos, porém, não classificados como. Então, ela omite muito essa questão do perigo. O que coloca a sociedade brasileira ainda mais em risco e o meio ambiente também”, declara a coordenadora da campanha de Agricultura e Alimentação do Greenpeace, Marina Lacorte.

*Fontes: G1; Jornal Nacional; Folha de S. Paulo; Metro Jornal

*Imagem: divulgação

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