Campanha de incentivo de compra de animais é repudiada em Portugal

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A cadeia de lojas espanhola El Corte Inglês, presente na Espanha e em Portugal, se envolveu em uma polêmica que revoltou a população portuguesa. A empresa lançou uma campanha de financiamento para a compra de animais de estimação, em que é dada ao cliente a possibilidade de parcelar em até 12 vezes sem juros em compras acima de 200 euros.

Este incentivo à compra de animais fez com que a população e, principalmente os defensores dos direitos animais, contestassem a atitude da empresa, uma vez que existem tantos canis em condição de adoção.

A associação IRA- Intervenção e Resgate Animal – denuncia o caso na sua página de Facebook chamando-o de “vergonha”. “Isto é promover o abandono dos animais que estão à espera de adoção nos canis municipais e associações”, escreve, repudiando a campanha que estimula a aquisição dos animais sem qualquer responsabilidade para com o mesmo e contraria a legislação em vigor, onde os animais deixam de ser “coisas”.

A publicação do El Corte Inglês em sua página no Facebook foi compartilhada mais de três mil vezes e a maioria dos comentários dos usuários era contra a atitude da empresa.

Poucas horas depois de ser criticado, o El Corte Inglês suspendeu a campanha com um anúncio em sua página no Facebook:

“Assim, queremos reforçar que, no El Corte Inglês, fazemos de tudo para garantir que os animais recebam sempre o melhor tratamento. De qualquer forma, devido aos comentários que recebemos e que mereceram toda a nossa atenção, já estamos tomando as devidas medidas. Neste momento recolhemos este material de comunicação e analisamos a situação internamente”.

Esta campanha ainda vai contra uma lei, aprovada em dezembro do ano passado, que garante os direitos dos animais que esperam por adoção.

Depois disso, o El Corte Inglês ainda afirmou que colabora ativamente com instituições de animais. A diretora de comunicação disse, no entanto, que não pretendem usar as ações de responsabilidade social para rebater a crítica. “Mesmo com os criadores com quem estabelecemos uma relação comercial é garantida a consciência e responsabilidade social”, sublinha Susana Santos.

Com informações dos jornais Notícias ao Minuto e Público.

Imagem: divulgação



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