Bois resgatados da farra: participe e compartilhe a vaquinha online para ajudá-los

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Os bois resgatados da farra, em Florianópolis, precisam de ajuda. Manu, Davi, Nandi, Shiva, Hanuman, Ratna e Bhargô estão seguros, sadios e felizes, mas os custos para mantê-los são muito altos.

O grupo de voluntários que cuida dos animais estima que o gasto mensal básico chegue a R$ 2.500. Por esta razão a ACAPRA (Associação Catarinense de Proteção aos Animais) organizou uma vaquinha online para arrecadar fundos.

Entre os custos estão: hospedagem, tratador, alimentação nutritiva, veterinário, medicamentos diversos e gastos operacionais para os ativistas poderem se deslocar e cuidar deles. Além de dar os encaminhamentos requeridos pela CIDASC (Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina).

O objetivo da vaquinha online é arrecadar R$ 10 mil para custear os 4 primeiros meses. Depois a ideia é encaminhar os animais para lares vegetarianos e santuários. Lá poderão viver com liberdade e em paz.

Farra do boi é tradição cruel e indigna

A farra do boi é uma prática na qual um boi, vaca ou bezerro é solto nas ruas de cidades litorâneas de Santa Catarina. A perversidade com a qual o animal é tratado é estarrecedora. Solto no meio dos farristas, o boi ou vaca é espancado e torturado com chutes, pauladas, espetadas, facadas, fogos de artifício, entre outros.

Ao fim, quando já está cansado e rendido, é morto para ser usado no churrasco da festa. Muitas vezes, o desespero do boi é tão grande que ele é perseguido até o mar e atira-se para morrer afogado. Isso, quando os farristas não entram no oceano para matar o boi com as próprias mãos. Em alguns casos, cães ferozes são soltos para morderem os animais.

Destino dos bois resgatados da farra é maior preocupação

A Suprema Corte do Brasil criminalizou a Farra do Boi em 1998. A decisão foi histórica para os defensores dos direitos animais. Mas, os praticantes não pararam, pois alegam que se trata de uma tradição vinda dos Açores, entre 1748 e 1756. No ano passado, o Estado de Santa Catarina foi condenado a pagar R$ 5 milhões de multa por descumprir a decisão da Justiça.

O destino dos bois resgatados da farra é uma das grandes preocupações dos ativistas. Isso porque quando sobrevivem e são salvos, os órgãos sanitários querem abatê-los por falta de identificação do proprietário.

“Temos o dever moral de salvar esses animais, e estamos reivindicando a possibilidade de mantê-los em um local apropriado até a realização dos exames de saúde e, caso estejam saudáveis, serão encaminhados para adoção, não aceitamos o abate sumário. Este é o outro ponto de nossa campanha”, diz um ativista.

Faça parte desta campanha e ajude a salvar estes animais. Eles representam uma nova fase rumo ao fim da Farra. Este bois são verdadeiros mensageiros, pois trouxeram esperança do despertar humano, mostrando que com união e compaixão é possível mudar esta triste realidade.

Para saber mais, acesse a página Farra do Boi Nunca Mais no Facebook.

Sua contribuição pode ser feita aqui. Além de contribuir, você pode ajudar também compartilhando a campanha nas suas redes sociais.

*Fonte: Vakinha

*Imagem: Farra do Boi Nunca Mais



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