Animais de estimação: como lidar com a morte e o luto

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No último sábado, 15, a apresentadora e ativista pelos direitos animais, Luisa Mell, compartilhou em seu Instagram a morte de seu cão Marley, de 14 anos. O cachorro, da raça labrador, já vinha enfrentando sérios problemas de saúde e não havia mais o que fazer, apenas dar muito carinho, como ela mesma disse.

Esse acontecimento trouxe à tona um assunto muito delicado e ainda incompreendido pela sociedade: a morte de um animal de estimação, que, em muitos casos, pode ser comparada à de alguém da família.

A falta de empatia das pessoas por quem está passando pela morte de um animalzinho de estimação dificulta o processo de luto e a superação do ocorrido. Por isso, tem sido comum a busca por ajuda de profissionais como psicólogos e terapeutas para lidar com a situação e seguir em frente.

Um estudo da Center for Human-Animal Interaction, da Faculdade de Medicina da Virginia, apontou que muitas pessoas reconhecem a relação com seus animais de estimação tão ou mais próxima do que com seus parentes. Por isso, a morte de um bichinho de estimação pode ser tão dolorosa.

Em muitos casos, as pessoas que estão vivenciando um processo de luto por seus animais acham que adotar outro bichinho e até colocar o mesmo nome pode ajudar a superar. Mas os especialistas afirmam que esta é uma atitude de muita negatividade, pois há riscos de se decepcionarem com o novo animal por ele não ser da mesma raça ou não se comportar como o que morreu. O melhor a se fazer é aceitar a perda e enfrentar todo o processo de luto. Mas como fazer isso? Algumas atitudes podem ajudar a pessoa enlutada:

– Permita-se sofrer, fale, chore. Expresse seus sentimentos através de cartas, histórias e até poemas em homenagem ao animal.

– Reorganize sua agenda e rotina. Por exemplo, preencha com atividades diferentes os momentos que eram dedicados ao animal, como a hora do passeio.

– Doe os pertences do animal para outros carentes. Esse gesto vai ajudar a pessoa e os animais que forem beneficiados. Se desejar muito guardar um ou outro item, não tem problema, mas doe tudo o que conseguir.

Além dos donos, outras pessoas e animais da casa podem sentir a perda do animal que faleceu, e é preciso ajudá-los a enfrentar este momento também. No caso das crianças, os especialistas recomendam que os adultos expliquem o ocorrido como se fosse a morte de algum parente ou amigo. Isso ajudará a entender o que se passou e a lidar com a situação. Em relação aos outros animais da casa, é importante dar bastante atenção e ficar atento a alguma mudança de comportamento. Se achar necessário, consulte um especialista.

Em vida, os animais de estimação são companheiros fiéis e de amor incondicional. Para algumas pessoas, são como filhos. E, a dor e o processo de luto por parte de seus tutores são formas de respeitar o que eles representaram. É um atraso a sociedade não entender a importância que eles têm para as famílias e que a morte é um acontecimento doloroso e o luto por um animal é um processo tão necessário quanto o da morte de um humano.

Com informações: UOL / El País / Bitcão

Imagem: divulgação



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