Agrotóxico perigoso é liberado e orgânicos são boas alternativas

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Com o registro negado desde 2010, o agrotóxico Benzoato de Emamectina foi liberado recentemente pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para o uso no Brasil. Considerado extremamente tóxico para a saúde, teve sua aprovação em tempo recorde.

O Benzoato de Emamectina é uma substância legalizada em outros países, mas isso não quer dizer que seja saudável utilizá-lo no Brasil. Seu uso já levou à suspeita de malformações e alta neurotoxidade – perigosos danos causados ao sistema nervoso.

Um dos defensores de sua aprovação, o deputado federal Valdir Colatto (PMDB/SC) alega que a intenção do uso deste agrotóxico é para evitar grandes prejuízos causados por pragas nas plantações brasileiras.

Já Flávia Londres, uma das coordenadoras da AS-PTA (Agricultura Familiar e Agroecologia) contesta essa alegação. Este interesse parte de grandes empresas exportadoras, como de milho, soja e algodão e que não levam em conta o risco que a saúde humana corre com o uso deste agrotóxico.

Alimentos orgânicos como alternativa contra agrotóxicos

O consumo de alimentos orgânicos, que usam o solo como fonte de nutrição, é uma alternativa que não utiliza nenhuma substância química. Nesse processo, a terra fica ainda mais fértil devido aos cuidados que recebe. Além de respeitar a saúde da própria plantação, os seres humanos também são poupados de qualquer tipo de malefício.

Uma pesquisa apresentada pela ONU (Organização das Nações Unidas) mostrou que, no ano passado, a demanda por alimentos orgânicos cresceu em 35% no Brasil. Estados como São Paulo e Rio de Janeiro são exemplos dos que os consomem.

Para o agrônomo e coordenador da Rede Maniva de Agroecologia (Rema), Márcio Menezes, o consumo de alimentos orgânicos para substituir os que são produzidos com agrotóxicos está crescendo, mas seu uso como única alternativa ainda é uma realidade que precisa amadurecer. No entanto, é necessário persistir e levar essa ideia até que ela seja totalmente concretizada.

*Fontes: Greenpeace / Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio / Emtempo.

*Imagem: Pixabay / divulgação



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